Mudanças no corpo após a gravidez: conheça os mitos e verdades


Depois da gravidez, é normal que as mulheres passem por uma série de mudanças em seus corpos. Essas alterações podem levá-las a uma grande insatisfação com suas novas formas, dando origem, inclusive, a alguns problemas emocionais.

Esse quadro pode ser intensificado pela maneira como as mídias propagam a ideia de um corpo perfeito, até mesmo nos casos de mulheres que acabaram de dar à luz. Mas será que todo esse cenário com o qual nos deparamos nas redes é real?

Neste artigo, vamos abordar os fatos e os mitos a respeito das mudanças no corpo após a gravidez. Continue a leitura para saber mais!


Alterações emocionais originadas pela gravidez


Durante a gravidez, o organismo das mulheres recebe uma alta descarga hormonal, necessária para preparar o corpo para o crescimento do feto. Nesse processo, importantes hormônios são produzidos em grandes quantidades, como:

 progesterona — responsável pela manutenção do metabolismo;estrogênio — ajuda na dilatação dos vasos e capacita o corpo para receber mais sangue nas veias e artérias;prolactina — prepara as glândulas mamárias para a amamentação.

Tudo isso influencia diretamente os sentimentos da gestante. Segundo estudo, a depressão e a baixa autoestima são alguns dos sintomas mais frequentes e intensos relacionados às mudanças no corpo das mulheres.

Essa sensibilidade emocional faz com que fiquem mais suscetíveis às influências de informações equivocadas e opiniões sem base científica. Por esse motivo, é importante que entendam com clareza a realidade do pós-parto!


Mudanças no corpo após a gravidez


O período de transformações físicas que as mulheres vivenciam depois da realização do parto é chamado de puerpério. Nesse intervalo de tempo, elas enfrentam questões como a flacidez, excesso de peso, estrias e celulites. Mas essas alterações podem ser minimizadas ou até mesmo reparadas — basta ter atenção às ações preventivas ou corretivas indicadas para cada caso.


Mitos e verdades


Diante de tantas informações sobre o puerpério, é importante que as mulheres saibam distinguir preocupações que são infundadas de situações que realmente demandam cuidado. Confira a seguir os principais mitos e verdades sobre as mudanças no corpo após a gravidez.


A flacidez do corpo varia da primeira para segunda gravidez


Verdade! A flacidez no corpo realmente varia entre uma e outra gravidez. Na primeira gestação, os músculos são mais firmes e flexíveis, tendo maior capacidade para retornarem à forma original, ou bem próxima a ela. A partir da segunda, a barriga tende a ficar mais flácida, pois os músculos já foram distendidos.


Todas as mulheres ficam com o corpo flácido após a gravidez


Mito! Embora a flacidez tenha um forte componente genético, as mulheres podem retomar o corpo que tinham antes da gestação por meio de tratamentos ortomoleculares, alimentação equilibrada e atividades físicas.

A amamentação é outro fator que contribui para aceleração da contração do útero e fortalecimento dos músculos. Abordaremos a relação entre a amamentação e a perda de peso mais adiante!


As estrias provocadas pela gravidez são irreversíveis


Depende! As estrias ocorrem devido ao estiramento e à quebra das fibras de elastina e colágeno, que promovem a sustentação da pele. Durante a gravidez, elas podem aparecer nos seios, abdômen e na parte interna das coxas.

Nesse ponto, é importante diferenciarmos as estrias vermelhas (ou rubras), — que são recentes —, das brancas, mais antigas. Em ambos os casos, há tratamentos estéticos comprovadamente eficazes, principalmente para as primeiras, que ainda estão em processo inflamatório.

Técnicas como a Carboxiterapia, Microagulhamento, Radiofrequência e Galvanopuntura são eficientes nos casos de estrias recentes.

Já as estrias brancas podem ser tratadas com eficácia pelo método Striort, que utiliza um aparelho a vácuo para estimular a passagem sanguínea na região afetada.

De qualquer forma, o melhor é preveni-las por meio da hidratação regular da pele com cremes e óleos durante a gestação. Os dermocosméticos são grandes aliados para os cuidados com a pele, pois são elaborados com princípios ativos de ação cientificamente comprovada.


A amamentação causa flacidez e aumento no tamanho dos seios


Mito! As alterações nas mamas, como flacidez, formato e tamanho, são causadas pela gravidez. Dessa forma, mesmo quando não ocorre a amamentação, os seios passam por modificações.


Os quadris ficam mais largos após o parto


Verdade! Muitas mulheres notam que ganharam alguns centímetros de quadril após darem à luz. Isso é um dos resultados da preparação do corpo para a gravidez e parto.

Em alguns casos, os ossos podem voltar à posição de antes. Entretanto, algumas mulheres precisarão conviver com as novas medidas — e não há nada de errado em relação a essa mudança.


A barriga continua com aparência de gravidez


Mito! Após o nascimento do bebê, eliminação da placenta, do líquido amniótico e dos demais líquidos retidos no organismo da mãe durante a gestação, a barriga da mulher já apresenta certa redução de tamanho.

No mais, o útero leva, em média, cerca de um mês para voltar ao tamanho normal. Caso o ganho de peso tenha sido excessivo durante a gestação, perder o volume da barriga pode demorar mais tempo.


Amamentar ajuda a perder peso


Verdade! A amamentação é um fator muito importante no processo de emagrecimento após o parto, já que essa prática é responsável por queimar entre 300 e 500 calorias — o equivalente a uma hora de exercícios intensos.

Isso ocorre devido ao fato de o corpo utilizar muita energia para produzir o leite. E quanto mais o bebê se alimenta, mais alimento o corpo precisa produzir. Todo esse processo gera queima de gorduras, o que provoca o emagrecimento.

Um estudo publicado em 2016 analisou alguns grupos de mães que amamentaram seus bebês por diferentes períodos de tempo. As que passaram por esse processo de forma mais prolongada tiveram maior facilidade para voltar ao peso de antes da gestação.

Como vimos, o período de gestação causa diversas alterações no organismo das mulheres. Nesse sentido, é importante compreender quais informações sobre as mudanças no corpo após a gravidez têm ou não fundamento.

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